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Conheço um cara, camarada de longa
data, que só se mete furada com mulheres. Resolvi chamá-las de "roubadas
sexuais". Foi ele quem me inspirou a fazer essa coluna, que contará
erros de percurso nas vidas sexuais alheias. Por motivos que vão além
da minha vontade de fofocar, colocarei nomes fictícios. E vou começar
com o caso mais hilário que já ouvi nesse mundo. |
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O Gato Assassino e o Melecão Sinistro
Agenor se matriculou no Brasas,
curso de inglês, em 1998. Tinha 26 anos. Conheceu a professora Zuleika,
31, mas com corpinho de 30. Aula vai, aula vem, a classe foi ganhando
intimidade e começou a sair para a noite. Como Zuzu era meio atirada
e ele não perdoa, mata, deu-se início a uma paquera que logo se transformou
em ficada. Numa bela noite, a trintona o chamou para ouvir uns CDs
em sua casa. Pode?! Não deu outra. "Vamos pro quarto?", sussurrou
ele. Até aí, normal. Só que, quando eles começaram a desenvolver os
trabalhos, o gato dela subiu na cama. Acabou o clima. Ela tira o dito
cujo e voltam. Agenor inicia o processo de "empolgação" e, de novo,
o maldito felino invade o território da criação humana. Novamente
o raio do diabo que mia é expulso dos lençóis. No entanto, uma questão
intrigava o rapaz: por que ela não tira esse bicho
do quarto de uma vez? Bom, voltaram. Oba, hora do sexo
oral! A educadora de línguas (no bom sentido) inicia o processo de
urros ensurdecedores com o exercício do aluno. Quando, de repente,
o gato resolve brincar de arranhar a perna do rapaz, como se afiasse
as unhas naquela madeirinha. O animal irracional pensou que sua dona
corria perigo e quis defendê-la. Muito bonitinho, se não fosse um
erro grave. Depois da expulsão do desgraçado e de alguns mililitros
de mertiolate, trancaram a porta (finalmente!) e voltaram ao batente.
Pééénn!!!! Hora de Papai-Mamãe. O cara tá lá, fazendo o trabalho dele,
quando, ao encarar o rosto da donzela, se depara com algo repugnante,
que ficará registrado em sua memória por toda a vida: um MELECÃO
VERDE saltando pela narina esquerda, como se estivesse
dizendo: vou invadir seu cooorpooo! Por mais que ele tentasse, não
conseguia desviar o olho daquilo. Mas, como é um cara sagaz, começou
a pensar em fatos excitantes (Magda Cotrofe, Luciana Vendramini, penta
campeonato rubro negro...). Conseguiu cumprir seu papel de reprodutor
e virou imediatamente para o lado. Mas, como quando uma má notícia
vem, vem com outra, ela também virou para a mesma região da cama.
E com o melecão lá, intacto. Foi quando, na sabedoria só atingida
com anos de experiência na profissão, a professorinha passou sorrateiramente
a mão no nariz, como se estivesse verificando, e percebeu a geleca,
digo, a meleca. Tirou no ato. Só que realmente não era o dia de sorte
de ninguém ali. Após descaradamente limpar A Coisa no lençol, ela
voltou com a mão no nariz, só para dar uma última verificada. Putzgrila.
Conseguiu fazer o que parecia impossível. Pôs a meleca de volta. Ecoooouuuu!!!!!!!
Bluurrrrggggghhhhhhh!!!!!!!!!!!!! Rauuuuuuuuuullllllllllllllllllll!!!!!!!!!!!!!
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coisa solta
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Imagens, textos, crônicas, histórias, fotos, poesias
e tudo mais que não precisa ser alguma coisa para estar aqui. Coisa
Solta é qualquer coisa. Abra sua gaveta para o Cena Urbana.
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