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:: MONÓLOGO COLETIVO ::
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Ciço 03
>> A verdade que ninguem sabia
Ciço 02
>> qual é o nome dele?
Ciço 01
>> Eu Também quero brincar
 
 
Monologo 01
>> Uma real ameaça à sociedade
- E aí?
--- Tranqüilo, e você?
- Sei lá, entende?
- Também.
- Também o quê?
- Sei lá.
- Como assim?
- Também tô sei lá.
- Sei.- É foda, né?
- É mermo.
- Às vezes eu fico com vontade de apertá aquele butão do Missão Impossível, que diz "Este programa se auto-destruirá em 5 segundos", ou seriam 10, sei lá.
- Sei como é isso, também fico assim.
- Ia me explodir e me espalhar por todo canto, assim, todo mundo ia sê um pouco de mim. Seria minha vingança, hahaha.
- É.
- A minha revolta é contra todos aqueles que não me compreendem e querem qu'eu seja igual a eles. São uma cambada de filhos da puta. Quero que vão todos se fuder, porra!
- Sei como é isso.
- Ah, vá se fudê também você.
- Não, brigado.
- Hahaha.
- Hahaha, uquê?
- Nada não. - Ah, vá se fuder.
- Mudando de assunto, e você, o que pensa disso?
- Disso o quê?
- Da atitude das pessoas frente às suas atitudes...
- Eu acho que um dia, elas ainda hão de reconhecer o meu talento...
- Que talento?
- Ora, porra, um dia você também vai reconhecê-lo.
- Há - Tá rindo, é, ô viado?
- Não, sacanagem.
- Sacanagem é o caralho, vai encará?
- Deixa de merda, porra.
- Q-c-tá fazendo agora?
- Tô ouvindo Bob e fumando um.
- Manêro.
- I você?
- Tô deitado na minha cama tocando umazinha.
- Porra, batendo punheta, falando comigo?
- É, mas eu sou bi, não sabia não, babaca!
- Pára de sacanagem!
- Sei lá mermão, essa vida burguesinha é uma bosta.
- Cê acha?
- Acho. - ...
- A gente tem tudo muito fácil. Por isso a gente fica assim, fumando maconha e batendo punheta. Não tem nada melhor pra se preocupar.
- Quero que se foda!

- Eu também. Ffffffff.
- Tu viu o último jogo do Mengão? O Edílson não tá jogando nada Mó mercenário, aê.
- É, né, tá com a vida ganha, num tá nem aí.
- Que nem a gente, tá pouco se fudendo pro mundo.
- Pô, é o caralho, eu estudo, vô à faculdade...
- Vai porra nenhuma, falta pra caralho. E aquela faculdade, vô te contá, hein, pagô, passô.
- É, mas tem mulézinha.
- Tem.
- E aquela qui tu pegô sábado, comeu?
- Cumi, mó vadia.
- Como era o nome mermo?
- Valise...não, Marise...Não, não, peraí...ih, sei lá...
- Eu acho que vô ligá pra Robertinha. Inda tô ligado na dela.
- Deixa de sê otário, rapá. A mulé já tá dando pro Bocca.
- Pro Bocca? Quem te falô?
- Ah, geral já sabe...
- Filha da puta! Filha da puta!
- Fica assim não, a Maurise te dá mó mole.
- Porra, mas ela é mó baranga.
- Mas é boa.
- Tem um peitinho maneiro.
- É.
- O Jacu disse que ela paga um bola-gato bom.
- Tô sabendo.
- Ele cansou de cumê ela.
- Já deve tá arrombada a fêla da pôta...
- É mermo.
- Mas, fala aí, e o estágio?
- Tá foda, porra, o puto do meu chefe me faz trabalhá qui nem profissional, mas na hora de pagá, sô - estagiário. É um safado mermo.
- É pôr isso qu'eu num trabalho. Vô isperá o meu pai passá o escritório pra mim.
- E tu falí cua empresa, né?
- O caralho, vô é cumê a secretária todo dia e mandá os malandro trabalhá.
- Tu é maluco.
- Já tô doidão.
- Já gozei três vezes.
Sábado à noite é uma merda, né?
- É foda.
- Se tivesse uma mulezinha aqui, tava na boa. Há três meses eu num dô umazinha.
- Eu num dô há dois.
- Dá o quê? O cu? Hahaha
- Não, mané, uma foda.
- Hahaha.
- Eu acho que o ACM deveria ser o presidente do Brasil.
- Quê isso... Tinha que ser o Lula.
- O Lula num fala nem português direito, imagina quando for falá alemão?
O ACM já manda no Brasil mermo...
- Tinha que entrar um cara revolucionário pra fudê a porra toda.
- É, mané? E aí ele ia fazê a reforma agrária e o teu pai ia perdê a fazenda, você ia tê que dividir o seu quarto com uns sem-terra..
- ...Dêxa como tá então.
- Então foda-se.
- É, foda-se.
:: monólogo::
:: coletivo
::
Fenômeno inexplicável que faz um indeterminado número de pessoas discutirem e emitirem opiniões quaisquer sobre um indeterminado número de assuntos simultâneos. Opine.

:: Ciço ::
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Política, sexo, economia... atualidades vistas sob o olhar crítico do nosso amigo Ciço Pereira..